Dia da Mulher


Para celebrar o dia da mulher aqui fica um poema de Florbela Espanca cuja obra se centra na solidão, no sofrimento, no desencanto, tendo ainda uma forte ligação com a Natureza:
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Amar!
(Florbela Espanca)

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Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... para me encontrar...

Florbela Espanca é uma grande figura da literatura portuguesa de todos os tempos.

Queria só num pequeno aparte dizer-vos que, quando precisei de estudar sobre o suicídio, esta foi uma de entre muitas pessoas que escolhi. Os temas dor, sofrimento e tantos outros estados de alma são os que procuro abordar aqui neste blogue, vistos pelo lado positivo.

8 comentários:

gonçalo 8 de março de 2009 às 15:26  

Deixo aqui a minha homenagem a uma grande mulher, que faz tanto bem a tanta gente com suas palavras e acções.

Um grande Abraço
Gonçalo

Maria Emília 8 de março de 2009 às 17:19  

Obrigada meu filho, um comentário desses vindo de um filho vale todo o ouro do mundo.

Um grande beijo
Mão Nico

A. ANDRADE 8 de março de 2009 às 18:05  

Meus Rascunhus homenageia você:

Alegria, beleza e canto. Controvérsia, simpatia e dor. Palavra, prece e poema. Colorido, clima e calor. Dieta, doce e cuidado. Filho, filha e trabalho. Livro, cama e bordado. Macarrão, óleo e alho. Escuta, choro e sorriso. Espelho, banheiro e colar. Brinco, luzes e vida. Água, areia e mar. Noite, claro e escuro. Quadro, pincel e leitura. Nazaré, Maria e Joana. Criadora, mãe e criatura.

alice 9 de março de 2009 às 12:31  

cara emília, venho hoje finalmente visitá-la e foi um gosto ouvir este belo poema nesta versão que eu não conhecia. vou retribuir o seu link n'a tradução. obrigada e um beijinho.

Célia Jordão Alves 10 de março de 2009 às 06:49  

Obrigada pela partilha. E ainda por cima cantado e musicado ainda sabe melhor.
um abraço de mulher para mulher.
:-)

Dalinha Catunda 10 de março de 2009 às 16:46  

Maria Emilia,
Florbela Espanca é tudo e mais alguma coisa.
Obrigada pelo belo post.
Ela era tão intensa que não coube dentro de si.
Parabéns pelo( passado) dia das mulheres.
Um super abraço,
Dalinha

Rit@Schon 12 de março de 2009 às 04:05  

Cara Emilia,
Aprecio muito Florbela Espanca.
Existe empatia com a poesia dela, que de forma sensível fala muito do que se passa na alma de tantas.
PS: Só agora estou aprendendo a escrever comentários nos blogs.
Um grande abraço

Liliana Anselmo 15 de março de 2009 às 16:52  

Já que aqui se fala tanto de Einstein, aqui vou deixar um belo poema que ele escreveu em homenagem às mulheres:
"Oh!Que Juquinha este,
Coração louco a bater,
Se pensa na Bonequinha,
Deixa a almofada a arder:

Se o meu amorzinho amua,
Fico com a alma apertada,
Mas ela encolhe os ombros
E não quer saber de nada.

Os meus pais acham que isto
É estupidez rematada,
Mas nunca abrem a boca,
Temendo uma ferroada!

O biquinho da minha Bonequinha
Entoa um doce cantar
Mas logo eu alegremente
Com o meu lho vou fechar.

(Einstein para Mileva, 20 de Agosto de 1900)

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