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Foto na Quinta da Regaleira em Sintra
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Chegámos ao fim do mês de Abril e como tenho vindo a fazer vou deixar-vos um slideshow com o resumo do que foi tratado:
- Da Libertação dos Sentimentos ao encontro com o Amor.
Pensei ser interessante fazer a ligação deste tema com uma caminhada pela Serra de Sintra que, muitos dos que visitam este blog conhecem. É claro que as fotos mostradas são só para abrir o apetite para o caminho.
Aconselho a deixarem ficar o rato sobre a foto para lerem calmamente os textos, ao som da música. Ao retirarem o rato passa a folha do álbum.
Clicar na seta para abrir o Slideshow 
Passeio pela Serra de Sintra
Juntos passaremos o Rio
...
Vem, dá-me a mão. O caminho é longo...
Passaremos o rio passo a passo.
Não, não irás só. Eu acompanho-te.
Conheço bem a passagem.
Já lá estive.
Se ficar escuro, não tenhas medo.
Eu estarei ao teu lado.
Temos que dar um passo de cada vez
e de vez em quando, é preciso parar.
A outra margem fica longe
e há obstáculos pelo caminho.
Há muitas pedras a saltar.
Umas são mais altas
do que as outras.
Chamam-se:
insegurança,
medo,
arrogância,
ciúme,
para começar.
Vêm depois
a culpa,
o desespero,
a solidão
e a mais difícil de todas,
o perdão.
É um momento custoso,
mas é preciso passar.
É a única forma
de chegar à outra margem.
Vem, dá-me a tua mão.
De que tens medo?
A minha mão é segura.
Já apertei tantas mãos como a tua.
Um dia, também a minha foi
pequena e fraca.
Também tive que apertar
a mão de alguém para me ajudar
a dar os primeiros passos.
Atenção! Escorregaste?
Não te importes, chora.
Não é nenhuma vergonha.
Eu compreendo.
Vamos descansar um momento
e respirar fundo.
Quando tiveres recuperado
as forças, continuaremos.
Não há pressa.
O que dizes? É assim mesmo!
Como são belas essas recordações
que partilhas.
Olha, estamos a meio do caminho.
Já vejo a margem ao longe.
Do outro lado o Sol brilha.
Já reparaste?
Em breve estarás sobre
a última pedra
e já vais sozinho.
Deixaste a minha mão.
Passámos o rio.
Eh! Não vás tão depressa.
Olha! Há alguém à espera,
lá em baixo.
Está só e quer atravessar.
Tenho que lá ir, precisam de mim.
Que dizes? Tens a certeza?
E porque não?
Vai. Eu espero aqui.
Tu conheces o caminho.
Já lá passaste.
Está bem, meu amigo.
Agora, é a tua vez de
ajudar alguém
a passar o rio.
ME
Muitos pequenos passos de Amor
...
Deixei-me levar
pela criança
que há em mim.
Fora com as
inseguranças,
preconceitos,
ridículo,
insucessos
e angústias.
Cada passo
é como uma estrela
brilhando
na noite.
Não faz desaparecer
o escuro,
mas guia
na escuridão.
Olhei para trás
depois de muitos
pequenos passos
de amor
e descobri
que tinha feito
uma longa
e maravihhosa
caminhada.
Paro para reflectir
Deixar-se Amar
...
.
Se me amam
vivo no pânico
de perder
o amor.
Se não me amam,
choro o
medo de
não ser capaz
de me deixar
amar.
...............................E agora, passada a euforia dos prémios e o trabalho de os expôr como merecem, vou voltar ao tema que trazia: Assumir os nossos sentimentos e libertar os que nos fazem mal.
... 
Quer ir ao meu cantinho dos prémios e trazer para aqui, aqueles que lhe ofereço? Gostaria muito."
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Com um pedido tão meigo, como posso recusar, Filomena !!!
1. Colocar o logo no seu blog
2. Escolher dez blogs que demonstram grande atitude ou pelos quais você tem gratidão
3. Certificar-se de que publicou os links de seus nomeados no seu post
4. Informá-los de que receberam este prémio, comentando nos seus blogues
5. Partilhar o carinho, publicando os links deste post e da pessoa de quem você recebeu o prémio
Selo da Amizade
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2 - Postar o link do blog que o premiou

3 - Publicar regras
4 - Indicar 10 blogs para receber o selo
5 - Avisar os indicados
Subida para a festa da Vida
...
Tão simples,
ali mesmo,
porém difíceis.
Tanta flor
esquecida
a colher com
humildade,
perdoando,
soltando
inquetações,
ridículo,
insucessos,
angústias.
Aceitando
o outro.
Tanto degrau...
Etiquetas: esquecida , inquitações , ridículo , simples
Agradecer e Abraçar - 2000 visitas
Caminhos de Amor
Enganei o medo
...
Já fazia tempo que
a insegurança
não me deixava
partir.
Enganei o medo.
Hesito.
Por onde será o
caminho do Amor?
Passo a passo
avanço.
Não há
oportunidades
a perder.
Etiquetas: enganei , insegurança , oportunidades
A volta das andorinhas
Já tinha alinhavado a postagem para depois da Páscoa seguir o caminho da libertação dos sentimentos quando, a história da Benvinda contada no blog Alfazema me lembrou uma outra estória escrita por uma menina de nove anos e que nos fala do amor das andorinhas pelos seus filhotes:
Quando chegava, poisava no beirado a olhar para a sua casinha. Parecia desconsolada, olhava para mim, olhava para o ninho, olhava para mim, batia as asas, mexia a cabeça para um lado e para o outro, dava uma volta pelo ar, tornava a voltar. Entendíamo-nos muito bem, a minha andorinha e eu.
Antes de me ir embora daquela casa e daquela torre, eu vi duas vezes a minha andorinha construir o ninho que tinha ficado estragado com o frio, o vento e a chuva. Trabalhava muito e muito depressa. Nunca percebi como é que fazia todas aquelas piruetas no ar e não caía. Trazia palhinhas e lama no bico e juntava tudo bem apertadinho até a casota ficar toda fechadinha. Só deixava um buraquinho para entrar e sair. Depois metia-se no ninho e punha ovinhos. Eram tantos como os dedos da minha mão. Sentava-se em cima dos ovos e ficava ali a guardá-los e a aquecê-los.
Eu ia todos os dias espreitar se os ovinhos já tinham estalado porque o meu tio me contava como é que os passarinhos nasciam. Que engraçado que era ver os pequeninos a picar os ovos para sair. Quando conseguiam libertar-se, ainda traziam bocadinhos da casca agarrada à pele. Nasciam sem penas. Só com uma pequena penugem. Recordo-me de que foi nessa altura que eu fiz a ligação àquele conto de fadas: «A Bela e o Monstro». Eu achava os passaritos bonitos de feios e via o amor com que a mãe e o pai andorinhas ensinavam os filhotes a voar, com muito cuidado, para eles não caírem. Punham-lhe a comida no bico para aprenderem a comer.
Olhando para aquela família eu pensava que gostava de ser andorinha para ter todos aqueles miminhos. Acho que a minha mãe nunca me deu mimos. Pelo menos não me lembro. Safanões, sim. Muitos e quase todos os dias. Era só abrir a boca ou mexer em qualquer coisa em que ela achava que eu não devia tocar. E era quase tudo. Via-se mesmo que não gostava de mim e tinha até raiva do pouco espaço que eu ocupava.
Se eu tivesse nascido andorinha, podia voltar todos os anos à minha torre, e o resto do tempo voar para muito longe e conhecer muitas terras."
Fez-se ao caminho
Deixou cair o manto da tristeza
Respondeu ao chamamento
aspirou aromas de rosmaninho
colados ao corpo
como uma unção.
Deixou cair
o manto da tristeza
alma despida
hesitou uns passitos
confiante
começou a andar.
Etiquetas: aromas , aspirou , cair , chamamento , colados , despida , rosmaninho , unção











